(um grito de horror) é o homem é o homem que desperta e não levanta (um grito de horror) espanta a preguiça milenar da existência (um grito de horror) faz –se de morto quando vivo e observa atentamente as coisas no armário (um grito de horror) uma manhã calada como todas as outras ( um grito de horror) vestir-se ou não se vestir para ir a caminho, a caminho, de que não se lembra ( um grito de horror) o homem em frente ao espelho, é e não é sua imagem, é o homem velho , é o caminho do tempo sobre o seu rosto (um grito de horror) é a cama vazia sem ninguém do lado, copo de coca-cola de café da manhã, o barulho da rua como formigueiro (um grito de horror) não há nada lá do outro lado.



Escrito por mdr às 10h59
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Tuitaria

  1. Tecnicamente a década termina em 2010. Ou seja, prepare-se porque a chance é grande de que o MUITO PAU AINDA VAI ROLAR!
  2. Suspeito que 2009 tenha sido o compêndio de uma década que se dizia perdida, levada à lona após o 11 de setembro. Mas a história nunca acaba
  3. Só mais uma: 2009: nunca te amei, jamais te esquecerei.
  4. Mas muita calma nessa hora: ainda faltam alguns dias para 2009 acabar. E REALMENTE TUDO PODE ACONTECER!
  5. Até mesmo o apagão contribuiu para que 2009 fosse um ano eletrizante!
  6. Olha, crise financeira internacional, gripe suína, volta do Fenômeno, Marina Silva presidente e Fernanda Young pelada não é pra qualquer um!
  7. E 2010 começaria com uma advertência: vê lá, hein, meu, vê se não siga os passos de seu irmão passado!
  8. É sempre perigoso dizer antes do tempo, mas um bom epitáfio para 2009 é Confesso que Sobrevivi!



Escrito por mdr às 11h55
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Marininha via Lady Gaga quando tudo ficou preto. Roberto saída da piscina quando tudo ficou preto.  Doce coito de Juca com Marlene quando tudo ficou preto. Patrícia tirava a calcinha quando tudo ficou preto. Diana pediu pizza quando tudo ficou preto. Suzana xingava o guarda quando tudo ficou preto. Mateus bebia Cinzano quando tudo ficou preto. Cacilda dava pro vizinho quando tudo ficou preto. Ele só via cinzas quando tudo ficou preto. Não havia nada na TV quando tudo ficou preto. Francisca comia bolo de banana quando tudo ficou preto. Antonio dizia que “isso é coisa de preto” quando tudo ficou preto.  Estava no banho quando tudo ficou preto. Ainda havia leite na padaria quando tudo ficou preto. Uma luta no trânsito quando tudo ficou preto. Ela pariu seu primeiro filho quando tudo ficou preto. Henrique xingava a mãe quando tudo ficou preto. Havia uma mancha de sangue no lençol quando tudo ficou preto. Um pássaro bateu na janela quando tudo ficou preto. Já era escuro quando tudo ficou preto. Ouviu-se o apito do guarda quando tudo ficou preto. Saltou do muro quando tudo ficou preto. A penitenciária armava uma rebelião quando tudo ficou preto. Gemia de prazer quando tudo ficou preto. Cagava e lia o horóscopo quando tudo ficou preto. Ouvia mentiras no rádio quando ficou preto. Fazia anos quando tudo ficou preto. Enviava um torpedo quando tudo ficou preto. A situação não estava boa quando tudo ficou preto. Ligou o computador. Mas nada apareceu. Porque tudo ficou preto.



Escrito por mdr às 15h09
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tatear sobre a falta de teu corpo / os fantasmas estão soltos / claridão da alma / dependente de luz



Escrito por mdr às 11h18
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quem pode ver / o caos da ruas / quem pode ver / o recém-nascido no escuro / boca de poeta / na praça abandonada.



Escrito por mdr às 11h16
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procuro-te no escuro / nem vejo / o muro / convicções derrubadas / na noite inquieta



Escrito por mdr às 11h15
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Eu talvez não blog

Eu talvez não blogue



Escrito por mdr às 18h07
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Eu talvez não blogue mais

Eu talvez não blogue mais até faltar amor



Escrito por mdr às 18h06
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Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido

Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido enquanto o tempo engole certezas



Escrito por mdr às 18h06
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Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido enquanto o tempo engole certezas muitas vezes inesperadas até q



Escrito por mdr às 18h06
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Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido enquanto o tempo engole certezas muitas vezes inesperadas até que não possamos



Escrito por mdr às 18h05
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Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido enquanto o tempo engole certezas muitas vezes inesperadas até que não possamos mais nos alternar ent



Escrito por mdr às 18h05
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Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido enquanto o tempo engole certezas muitas vezes inesperadas até que não possamos mais nos alternar entre o que é real



Escrito por mdr às 18h04
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Eu talvez não blogue mais até faltar amor ou algo parecido enquanto o tempo engole certezas muitas vezes inesperadas até que não possamos mais nos alternar entre o que é real e o que não é.



Escrito por mdr às 18h04
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Adeus, muro, eu sou uma pedra saída do teu peito. Desde que me desprendi naquela noite de euforia, fui chutada por todos os cantos da capital, não tive mais sossego, sequer um lar. como era confortável viver no teu seio, embora, eu sei, muito sanque minasse lá de cima. eu não me arrependo de ter sido muro, afinal, nasci para isso, para porque não colocavam um portãozinho ali para quem quisesse ir e vir? Eu hein! Do lado ocidental sempre fui descoladão com grafite sobre meu rosto, casais alegres se pedando no escuro. No lado ocidental eu era sombrio e motivo de aflição. Quem quisesse me pular pagava com a vida. Quantos jovens não morreram no meu braço, ó meu Deus! Está bem, saudade não tenho mais. Não me resta saúde, mas vou virando com muito roquenrol. Hoje há carros modernos e velozes que correm de lado a outro. Passam por cima de mim, mas não tenho o que fazer. Minha alma não tem paradeiro. Como essa Berlim cicratizada, refeita na picareta. 



Escrito por mdr às 18h29
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