
A mulher azul chega de mansinho, me pega no colo, me diz que é minha Europa. Velha prostituta travestida de moça, com os seios luzentes de estrelas pontiagudas douradas, a mulher azul diz que não me ama. Que prefere tirar proveito de meu sonho caixeiro-viajante, que quer furtar minhas esperanças, abusando de seus poderes de antigo continente. A mulher azul é um universo. Denso e nervoso como o Atlântico, claro como o céu de Bauru, um banquete para milhares de homens. Vai comer os testículos de cada um calmamente, com cara de Vênus nublada, de olhos de cor imprecisa, e voluptuoso corpo sangrado de anis. Ah, teus seios, meus tempos senis.
Escrito por mdr às 12h26
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