Carla tinha a faca nas mãos e os bagos de um homem maduro. Ela apertava seu saco, ele urrava. Um calafrio corria pelos quartos esquecidos do Hotel Wilson. Carla, menina, seios quase inexistentes, cabelos de raios ultravioleta, uma série de piercings, inclusive o machado de ouro pendurado na xana. Por muitas vezes ele sorveu aquele machado até alta madrugada. Carla, menina, pele sulfite e olhos de vitrine. Nenhum pelo em seu corpo desnudo, braços e cambitos secos, uma confortável bunda. O seu nome era Verme, era Escamoso. Ela gostava de chamar e de sangrá-lo em pleno coito. Cortava-o com canivete, cortava o peito, os ombros, o ventre. Pequenos cortes, noite vermelha. Aquele dia trazia uma faca. E segurava seus bagos. E os apertava. E ameaçava cortá-los fora. Nunca havia sido tão feliz em toda vida.
Escrito por mdr às 23h16
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