Não tenho olhos para estes mares. Minha retina está cansada. Respiga acontecimentos como ódio. Eu sinto a lâmina ameaçar a paisagem. Raspa, rente, fere, afugenta. O meu medo é não ver a dança dos teus olhos. Percebê-los na penumbra, como dois pássaros negros cativos. Não vejo. É tarde. Não vejo. A rua está limpa cheia de gente. Não vejo. A venda de tapioca começa bem cedo. Não vejo. É tarde.
Escrito por mdr às 15h10
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